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FDC e Barros Soluções em Gestão realizam encerramento da 5ª turma do PDA em Fortaleza

Nos dias 23 e 24 de outubro, a Fundação Dom Cabral (FDC) realizou, em parceria com sua associada Barros Soluções em Gestão, o evento de encerramento da 5ª turma em Fortaleza do Programa Parceria para o desenvolvimento do acionista e da família empresária – PDA.

Durante o primeiro dia do evento, a professora Conceição Lacerda, da FDC, fez o resgate do conteúdo abordado em todos os módulos no programa. No segundo dia, cada uma das seis famílias empresárias teve a oportunidade de apresentar sua história e seu negócio. Na ocasião, os participantes utilizaram a criatividade e os aprendizados adquiridos nos 18 meses de duração do Program para apresentar seus principais marcos.

“No PDA há o resgate e o fortalecimento do ambiente familiar saudável e mais preparado para conduzir os negócios e preservar seu patrimônio”, conta Valdemar Barros, Barros, diretor-geral da Barros Soluções em Gestão e professor associado da FDC.

Após as apresentações, aconteceu a palestra “Qual é a tua obra? – Inquietações Propositivas sobre Gestão, Liderança e Ética”, do professor Mario Sergio Cortella, Mestre e Doutor em Educação, professor-convidado da FDC desde 1997. O tema é de extrema relevância para que as famílias possam refletir sobre qual legado estão construindo e o que vão deixar para as próximas gerações.

Há mais de 20 anos no mercado, o Programa PDA já auxiliou mais de 600 famílias empresárias de todo o Brasil. O objetivo do programa é contribuir para o desenvolvimento e gestão de empresas familiares, auxiliando seus membros na criação de um ambiente favorável à discussão e à construção de um futuro maduro e profissionalizado, garantindo assim a perenidade do negócio, a preservação do patrimônio e a harmonia das relações familiares.

Confira abaixo os depoimentos de alguns participantes do PDA

Fundação Dom Cabral e sua associada Barros Soluções em Gestão participam do Seminário Futura Trends 2018

O Seminário Futura Trends 2018, realizado pela Fundação Demócrito Rocha (FDR) e pelo Grupo de Comunicação O Povo, acontecerá a partir das 13h do dia 10 de agosto, no Teatro Rio Mar Fortaleza. O evento, que está em sua sétima edição, terá como tema central a Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0, e contará com palestras de professores associados da Fundação Dom Cabral (FDC), por meio de parceria com sua associada Barros Soluções em Gestão.

A palestra Humankind Dilemma In The Age Of Knowledge, do professor e palestrante internacional Subi Rangan (FDC), terá tradução simultânea. Ele abordará assuntos como o papel do líder na Era Digital, o lado humano da inovação, humanidade vs. tecnologia e liderança 3D.

O professor Paulo Vicente, da FDC, ministrará a palestra A Revolução Tecnológica. Temas como a análise dos ciclos de Kondratieff e das novas tecnologias 4.0, transformação digital, novas fontes de energia, tecnologia espacial e Human Enhancement Technologies (HET) serão expostos nesse momento.

Além das palestras, o evento contará com painéis de discussão temáticos com convidados especiais. Um dos painéis será composto por Valdemar Barros, professor associado da FDC e diretor da Barros Soluções em Gestão.

Confira a programação completa

13h: Credenciamento
13h40: Abertura com Nazareno Albuquerque
13h50: Palestra de Honra com Prof. Subi Rangan (Fundação Dom Cabral). Tema: Humankind Dilemma In The Age Of Knowledge (com tradução simultânea)
15h: Palestra com Prof. Cesar Sanson. Tema: Quarta Revolução Industrial; Impactos da Reestruturação Produtiva no Contexto Pós-Industrial. Para Onde Apontam as Megatendências; Impactos no Modo de Produzir e Viver
15h40: Painel de Discussão com Prof. Marília Marinho (Faculdade CDL) e Ari Neto (SAS)
16h: Coffee break e autógrafos
16h20: Sorteios
16h30: Palestra com Prof. Paulo Vicente dos Santos (Fundação Dom Cabral). Tema: A Revolução Tecnológica
17h25: Painel de Discussão com Prof. Tarcísio Pequeno e Prof Cláudio Ricardo (Fundação Citinova)
17h40: Palestra com Prof. Regiane Relva Romano. Tema: Tendências Globais e Impactos Tecnológicos no Futuro dos Negócios: 17 Tecnologias Que Irão impactar as Relações no Mercado de Consumo
18h: Painel de Discussão com Joana Ramalho (Mercadinhos São Luiz) e Valdemar Barros (Fundação Dom Cabral)
18h20: Palestra com Miguel Fonseca (vice-presidente executivo da Toyota do Brasil e Coordenador de Vendas para América Latina e Caribe). Tema: O Futuro do Transporte Individual e as Projeções para o Brasil. Moderador: Jornalista Jocélio Leal, editor-chefe de Economia e Negócios do O POVO
19h30: Encerramento

 

Para mais informações sobre o Seminário Futura Trends, clique aqui.

Segundo encontro do Centro de Referência em Inovação do Ceará aborda Inovação Colaborativa e Inteligência Competitiva

A Fundação Dom Cabral (FDC) realizou, por meio de sua associada Barros Soluções em Gestão, o segundo encontro do Centro de Referência em Inovação do Ceará (CRI – CE). O evento aconteceu no dia 20 de junho e reuniu as empresas participantes para um bate-papo sobre Inovação Colaborativa e Inteligência Competitiva.

Inovação Colaborativa

A Inovação Colaborativa, ou Inovação aberta (do inglês Open Innovation), é um dos grandes desafios das empresas brasileiras. Como o próprio nome já diz, seu propósito é fazer uma inovação cocriada, aproveitando-se de recursos internos e externos às organizações.

A professora Ana Burcharth, do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC, foi convidada para falar sobre esse tema. Ela explica que precisamos colaborar para desenvolver inovações de sucesso, combinando o conhecimento de parceiros externos com competências internas. Essa medida é crucial para o processo de inovação. “Acredito que isso vai se tornar ainda mais importante no futuro digital, com cada vez mais plataformas e mais formas de distribuir o processo de inovação”, explica.

Em uma pesquisa da Accenture, realizada em 2015, 88% dos executivos brasileiros entrevistados afirmaram acreditar que a inovação está se tornando mais colaborativa em âmbito global. No entanto, 70% ainda têm intenção de inovar apenas de forma interna, sem a externalização de recursos. Ana conta que esse mindset é consequência da falta de confiança do brasileiro diante do cenário político-econômico atual.

Ana também enfatizou a importância de iniciativas como a do CRI – CE e afirmou ser uma entusiasta dessas comunidades e do valor elas agregam às organizações. “As empresas se tornam mais inovadoras e competitivas (…) e a gente cria um ecossistema mais interativo e mais maduro. Isso é fundamental para o desenvolvimento do nosso país”, conclui.

5 benefícios da Inovação Colaborativa

  • Reduz o custo de desenvolvimento tecnológico ou a entrada no mercado
  • Reduz o risco de desenvolvimento ou a entrada no mercado
  • Reduzo tempo necessário para desenvolver e comercializar novos produtos
  • Dá acesso a novos tipos de competências
  • Facilita a descoberta de oportunidades radicalmente novas

Inteligência Competitiva

Para falar sobre o tema Inteligência Competitiva (IC), o evento contou com a presença de Paulo Franklin, consultor sênior da ICF International. Ele explicou que Inteligência Competitiva é um programa sistemático e ético de coleta e análise de informações sobre concorrentes e tendências gerais dos negócios. “Essas informações são utilizadas para dar suporte ao processo de tomada de decisão de forma que a empresa atinja seus objetivos”, conta.

A State of Art, entidade americana que congrega os profissionais de inteligência competitiva, realizou uma pesquisa para saber em quais áreas ela pode ser utilizada dentro de uma organização. As mais citadas foram: decisões corporativas, decisões de entrada em novos mercados, aquisições, desenvolvimento de produtos, questões regulatórias, pesquisa e desenvolvimento e vendas.

Paulo explica ainda a principal diferença entre a pesquisa de mercado e a inteligência competitiva é que, enquanto a pesquisa trata de dados póstumos e específicos, a inteligência fala do futuro e não é tão precisa.

4 objetivos da Inteligência Competitiva

  • Agir rápido face às mudanças no ambiente competitivo
  • Evitar surpresas e aproveitar oportunidades
  • Propor ou redirecionar ações táticas e estratégicas
  • Melhorar a qualidade do processo decisório

Após as palestras, os participantes puderam compartilhar experiências de colaboração em inovação no Ceará e debater os temas propostos.

Ambientes Econômicos e Arquitetura Organizacional é tema do II Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2018

A Fundação Dom Cabral (FDC) e sua associada Barros Soluções em Gestão realizaram o II Comitê de Presidentes e Grupos de Dirigentes PAEX 2018. O encontro aconteceu nos dias 14 e 15 de junho em Fortaleza – CE e no dia 4 de junho em Natal – RN, e reuniu executivos e gestores de empresas de médio porte para falar sobre ambientes econômicos e arquitetura organizacional. O evento faz parte da agenda anual do Programa Parceiros para a Excelência – PAEX.

Gilmar Mendes, professor associado da FDC e doutor em Economia e Administração de Empresas pela Universidad de Valladolid (Espanha), foi convidado para falar sobre os temas. O diálogo teve início com a contextualização e ressignificação históricas das evoluções que ocorreram mundialmente, ao longo dos anos, no âmbito econômico. Para o palestrante, essa etapa é extremamente importante, pois o ambiente em que vivemos no presente é consequência dessas transformações. “Ninguém pensa o futuro sem o passado”, completa.

O que é ambiente V.U.C.A.?

O atual ambiente de negócios enfrentado pelos empresários é chamado V.U.C.A., acrônimo em inglês que representa quatro aspectos: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade.

  • Volatilidade: as constantes mudanças que decorrem da sociedade dinâmica e veloz em que vivemos tornam o ambiente mutável, o que gera incerteza.
  • Incerteza: diferente do risco, a incerteza não pode ser calculada. Em um ambiente de incerteza, perde-se a possibilidade de controlar variáveis.
  • Complexidade: corresponde às inúmeras variáveis que afetam a nossa economia e que devem ser levadas em consideração.
  • Ambiguidade: gerada por variáveis incertas em relação ao significado, à causa e às circunstâncias dos acontecimentos.

Segurança institucional

Estabilizar esse ambiente para prover investimentos é, segundo o professor, o maior desafio das empresas brasileiras. Esse é o propósito da segurança institucional, provida por instituições que se movimentam para criar um ambiente de negócios mais estável, com baixos impostos, baixos custos de transação e produção, liberdade para os mercados funcionarem, segurança jurídica e direito de propriedade. “Somente com regras do jogo claras, definidas e que não mudem a toda hora é que o empresário vai entender que tem certa segurança para fazer o investimento”, conta Gilmar. Esses investimentos irão proporcionar crescimento econômico e gerar o chamado círculo virtuoso da economia. “Ao crescer renda, estimula-se mais o consumo, e o estímulo de consumo produz mais investimentos”, explica.

segurança institucional

O papel da arquitetura organizacional

Considerando todos os fatores abordados, a arquitetura organizacional torna-se imprescindível para que empresas possam tornar-se mais competitivas no atual momento, desenhando a organização para aproveitar o ambiente de negócio desfavorável. Isso significa fazer ter uma estrutura organizacional clara e consistente, ter processos, objetivos, metas e indicadores bem definidos, e dispor de patrimônio humano para realizar os projetos.

Blockchain e mídias sociais são discutidos no I Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2018

I Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2018

A Fundação Dom Cabral realizou, por meio de sua associada Barros Soluções em Gestão, o I Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2018. O evento aconteceu nos dias 2 e 3 de abril em Fortaleza – CE e no dia 4 de abril em Natal – RN. Durante o encontro, foram discutidos dois temas relevantes e atuais: “Blockchain e criptoeconomia” e “O impacto das mídias sociais na eleição presidencial”.

Blockchain e criptoeconomia

Com um enorme potencial transformador para gerar inovação sem precedentes no mundo financeiro e causar uma disrupção exponencial, a ideia principal do Blockchain é sobrepor instituições políticas e econômicas por um novo tipo de instituição tecnológica. Embora o futuro dessa tecnologia seja incerto, não há dúvidas de que é preciso, desde agora, se preparar para as mudanças que já estão a caminho.

Para falar sobre o assunto aos executivos e gestores participantes do Programa Parceiros para a Excelência – PAEX, o evento contou com a presença de Thiago Costa, co-fundador e CTO do Hashdex, um fundo de investimentos que cria índices de criptomoedas.

Segundo Thiago, o Blockchain é a tecnologia por trás das criptomoedas e surgiu em 2008, com a publicação de um paper intitulado “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”, fundamentando Blockchain e bitcoin. O documento foi criado por Satoshi Nakamoto, pseudônimo da pessoa ou do grupo que criou o bitcoin, a primeira e mais popular moeda digital. “A ideia era construir um sistema financeiro totalmente descentralizado, que ninguém consiga desligar. E o bitcoin tem funcionalidades básicas de uma moeda: ele consegue gerar valor, transferir esse valor e garantir uma unidade de conta”, diz o palestrante.

Confira alguns números e curiosidades sobre o bitcoin:

– Hoje já existem mais de 1.000 criptomoedas no mercado. O bitcoin é apenas a mais famosa;

– A mineração dessa moeda gasta energia equivalente ao que o Marrocos consome;

– Um bitcoin custa cerca de 10 mil dólares;

– O Japão é o maior mercado de bitcoin no mundo. Mais de 5.000 empresas já aceitam a moeda como forma de pagamento;

– Nos Estados Unidos, há registro de pessoas condenadas por lavagem de dinheiro com bitcoin;

– Seu uso é ilegal em países como Bolívia, Equador, Arábia Saudita, Bangladesh. Na China, pessoas jurídicas não podem utilizar.

“No momento, no Brasil, existem muitas incertezas jurídicas quanto ao bitcoin, porque é uma moeda que ninguém tem controle”, conta Thiago. Atualmente, sua utilização ainda está concentrada entre os curiosos, que pesquisam sobre o assunto e estão dispostas a correr o risco desse investimento. Ainda assim, já são mais de 1.4 milhão de investidores no país. Por ora, a moeda é declarada como outros bens e direitos e tributada como ganho de capital.

Mídias sociais e eleições

Para o segundo momento da programação, o evento contou com o economista, cientista político e fundador da plataforma Atlas Político, Andrei Roman, que ministrou a palestra “O impacto das mídias sociais na eleição presidencial”.

O Atlas Político é uma ferramenta que, por meio de pesquisas de opinião, monitoramento de redes sociais e análise de dados públicos, compila a trajetória política de cerca de 500 mil políticos brasileiros. Os dados, atualizados diariamente, contemplam desde mudanças de partido, defesa de ideias e posicionamentos políticos dos candidatos até a origem da verba utilizada nas campanhas, envolvimento em processos judiciais, notícias relacionadas etc.

A plataforma surgiu após os protestos de junho de 2013, quando Andrei percebeu o movimento brasileiro para gerar mudança e reforma política. “A ideia que a gente teve foi a de que é preciso melhorar a qualidade de representação política no Brasil, ajudando os eleitores a fazerem melhores escolhas em termos dos candidatos que eles apoiam em época de eleição”, conta.

Por meio da metodologia utilizada, é possível ainda antever as tendências políticas. “Percebemos, a partir da nossa análise, que eventos têm um grande impacto nesse tipo de avaliação das pessoas, que de fato há bastante volatilidade nas opiniões políticas e que isso pode impactar o cenário eleitoral desse ano de forma interessante”, diz Andrei. Ele conta, por exemplo, que devido a eventos recentes, houve uma grande queda no percentual de pessoas a favor da intervenção militar no Rio de Janeiro e também no apoio à expansão do direito de porte de armas no Brasil.

Hoje, o Atlas Político conta com cerca de 30 mil usuários no site e desenvolve também ferramentas de inteligência para o mercado financeiro e para empresas que tentam entender e avaliar melhor o cenário político.