O Conhecimento dirige a prática, no entanto a prática aumenta o conhecimento (Thomas Fuller)
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II Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2019 aborda inovação

A Fundação Dom Cabral (FDC) e sua associada Barros Soluções em Gestão realizaram o II Comitê de Presidentes e Grupos de Dirigentes PAEX 2019. O encontro aconteceu no dia 1º de julho em Natal – RN nos dias 17 e 18 de julho em Fortaleza – CE, e reuniu executivos e gestores de empresas de médio porte para falar sobre a inovação com foco em resultados e o crescimento das organizações. O evento faz parte da agenda anual do Programa Parceiros para a Excelência – PAEX.

O encontro teve início com a apresentação do professor Carlos Arruda, gerente do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC, que trouxe exemplos dos desafios e soluções encontrados em Israel, o país da inovação e das startups. Ele mostrou que Israel também é um país repleto de adversidades: sua composição é 60% desértica, não há fontes naturais de energia e é cercado por inimigos. Esse cenário desafiador, no entanto, é oportuno para uma inovação fértil.

Para trazer os exemplos mencionados para a nossa realidade, Carlos Arruda levou os gestores presentes a refletirem sobre suas principais preocupações nos seus negócios atualmente e sobre o que eles estão fazendo para lidar com essas inquietações.

Dando continuidade ao compartilhamento de experiências, André Albuquerque, do Grupo Meia Sola, contou um pouco da trajetória do negócio. Ele contou o que a empresa precisou repensar com mudança nos hábitos dos consumidores, os principais desafios enfrentados no momento atual, tendências já captadas e práticas que deram certo para a marca.

Para Valdemar Barros, sócio-diretor da Barros Soluções em Gestão, é importante bebermos da sabedoria e da experiência de quem vem experimentando iniciativas assim. “Respirar inovação, nos dias atuais, é determinante”, conta.

Ambientes Econômicos e Arquitetura Organizacional é tema do II Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2018

A Fundação Dom Cabral (FDC) e sua associada Barros Soluções em Gestão realizaram o II Comitê de Presidentes e Grupos de Dirigentes PAEX 2018. O encontro aconteceu nos dias 14 e 15 de junho em Fortaleza – CE e no dia 4 de junho em Natal – RN, e reuniu executivos e gestores de empresas de médio porte para falar sobre ambientes econômicos e arquitetura organizacional. O evento faz parte da agenda anual do Programa Parceiros para a Excelência – PAEX.

Gilmar Mendes, professor associado da FDC e doutor em Economia e Administração de Empresas pela Universidad de Valladolid (Espanha), foi convidado para falar sobre os temas. O diálogo teve início com a contextualização e ressignificação históricas das evoluções que ocorreram mundialmente, ao longo dos anos, no âmbito econômico. Para o palestrante, essa etapa é extremamente importante, pois o ambiente em que vivemos no presente é consequência dessas transformações. “Ninguém pensa o futuro sem o passado”, completa.

O que é ambiente V.U.C.A.?

O atual ambiente de negócios enfrentado pelos empresários é chamado V.U.C.A., acrônimo em inglês que representa quatro aspectos: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade.

  • Volatilidade: as constantes mudanças que decorrem da sociedade dinâmica e veloz em que vivemos tornam o ambiente mutável, o que gera incerteza.
  • Incerteza: diferente do risco, a incerteza não pode ser calculada. Em um ambiente de incerteza, perde-se a possibilidade de controlar variáveis.
  • Complexidade: corresponde às inúmeras variáveis que afetam a nossa economia e que devem ser levadas em consideração.
  • Ambiguidade: gerada por variáveis incertas em relação ao significado, à causa e às circunstâncias dos acontecimentos.

Segurança institucional

Estabilizar esse ambiente para prover investimentos é, segundo o professor, o maior desafio das empresas brasileiras. Esse é o propósito da segurança institucional, provida por instituições que se movimentam para criar um ambiente de negócios mais estável, com baixos impostos, baixos custos de transação e produção, liberdade para os mercados funcionarem, segurança jurídica e direito de propriedade. “Somente com regras do jogo claras, definidas e que não mudem a toda hora é que o empresário vai entender que tem certa segurança para fazer o investimento”, conta Gilmar. Esses investimentos irão proporcionar crescimento econômico e gerar o chamado círculo virtuoso da economia. “Ao crescer renda, estimula-se mais o consumo, e o estímulo de consumo produz mais investimentos”, explica.

segurança institucional

O papel da arquitetura organizacional

Considerando todos os fatores abordados, a arquitetura organizacional torna-se imprescindível para que empresas possam tornar-se mais competitivas no atual momento, desenhando a organização para aproveitar o ambiente de negócio desfavorável. Isso significa fazer ter uma estrutura organizacional clara e consistente, ter processos, objetivos, metas e indicadores bem definidos, e dispor de patrimônio humano para realizar os projetos.

Blockchain e mídias sociais são discutidos no I Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2018

I Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2018

A Fundação Dom Cabral realizou, por meio de sua associada Barros Soluções em Gestão, o I Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2018. O evento aconteceu nos dias 2 e 3 de abril em Fortaleza – CE e no dia 4 de abril em Natal – RN. Durante o encontro, foram discutidos dois temas relevantes e atuais: “Blockchain e criptoeconomia” e “O impacto das mídias sociais na eleição presidencial”.

Blockchain e criptoeconomia

Com um enorme potencial transformador para gerar inovação sem precedentes no mundo financeiro e causar uma disrupção exponencial, a ideia principal do Blockchain é sobrepor instituições políticas e econômicas por um novo tipo de instituição tecnológica. Embora o futuro dessa tecnologia seja incerto, não há dúvidas de que é preciso, desde agora, se preparar para as mudanças que já estão a caminho.

Para falar sobre o assunto aos executivos e gestores participantes do Programa Parceiros para a Excelência – PAEX, o evento contou com a presença de Thiago Costa, co-fundador e CTO do Hashdex, um fundo de investimentos que cria índices de criptomoedas.

Segundo Thiago, o Blockchain é a tecnologia por trás das criptomoedas e surgiu em 2008, com a publicação de um paper intitulado “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”, fundamentando Blockchain e bitcoin. O documento foi criado por Satoshi Nakamoto, pseudônimo da pessoa ou do grupo que criou o bitcoin, a primeira e mais popular moeda digital. “A ideia era construir um sistema financeiro totalmente descentralizado, que ninguém consiga desligar. E o bitcoin tem funcionalidades básicas de uma moeda: ele consegue gerar valor, transferir esse valor e garantir uma unidade de conta”, diz o palestrante.

Confira alguns números e curiosidades sobre o bitcoin:

– Hoje já existem mais de 1.000 criptomoedas no mercado. O bitcoin é apenas a mais famosa;

– A mineração dessa moeda gasta energia equivalente ao que o Marrocos consome;

– Um bitcoin custa cerca de 10 mil dólares;

– O Japão é o maior mercado de bitcoin no mundo. Mais de 5.000 empresas já aceitam a moeda como forma de pagamento;

– Nos Estados Unidos, há registro de pessoas condenadas por lavagem de dinheiro com bitcoin;

– Seu uso é ilegal em países como Bolívia, Equador, Arábia Saudita, Bangladesh. Na China, pessoas jurídicas não podem utilizar.

“No momento, no Brasil, existem muitas incertezas jurídicas quanto ao bitcoin, porque é uma moeda que ninguém tem controle”, conta Thiago. Atualmente, sua utilização ainda está concentrada entre os curiosos, que pesquisam sobre o assunto e estão dispostas a correr o risco desse investimento. Ainda assim, já são mais de 1.4 milhão de investidores no país. Por ora, a moeda é declarada como outros bens e direitos e tributada como ganho de capital.

Mídias sociais e eleições

Para o segundo momento da programação, o evento contou com o economista, cientista político e fundador da plataforma Atlas Político, Andrei Roman, que ministrou a palestra “O impacto das mídias sociais na eleição presidencial”.

O Atlas Político é uma ferramenta que, por meio de pesquisas de opinião, monitoramento de redes sociais e análise de dados públicos, compila a trajetória política de cerca de 500 mil políticos brasileiros. Os dados, atualizados diariamente, contemplam desde mudanças de partido, defesa de ideias e posicionamentos políticos dos candidatos até a origem da verba utilizada nas campanhas, envolvimento em processos judiciais, notícias relacionadas etc.

A plataforma surgiu após os protestos de junho de 2013, quando Andrei percebeu o movimento brasileiro para gerar mudança e reforma política. “A ideia que a gente teve foi a de que é preciso melhorar a qualidade de representação política no Brasil, ajudando os eleitores a fazerem melhores escolhas em termos dos candidatos que eles apoiam em época de eleição”, conta.

Por meio da metodologia utilizada, é possível ainda antever as tendências políticas. “Percebemos, a partir da nossa análise, que eventos têm um grande impacto nesse tipo de avaliação das pessoas, que de fato há bastante volatilidade nas opiniões políticas e que isso pode impactar o cenário eleitoral desse ano de forma interessante”, diz Andrei. Ele conta, por exemplo, que devido a eventos recentes, houve uma grande queda no percentual de pessoas a favor da intervenção militar no Rio de Janeiro e também no apoio à expansão do direito de porte de armas no Brasil.

Hoje, o Atlas Político conta com cerca de 30 mil usuários no site e desenvolve também ferramentas de inteligência para o mercado financeiro e para empresas que tentam entender e avaliar melhor o cenário político.