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Sobreviver e liderar na transformação digital

Sobreviver e liderar na transformação digital

Por Paulo Almeida – professor da FDC
O processo de transformação digital e de disrupção nas empresas está muito acelerado. Paradoxalmente, essa disrupção é silenciosa. E essa disrupção silenciosa acaba afetando as empresas. Quando elas se dão conta que o seu negócio se tornou obsoleto, muitas vezes, já é tarde. Então, e como a transformação no exterior da empresa é hoje consideravelmente acelerada, a consequência é a mortalidade.

A mortalidade das empresas vai se acelerar: isso é uma evidência

Se olharmos para estudos recentes, como o “Digital Business Research Index” realizado pela Dell Technologies, quase metade (45%) das companhias pesquisadas temem que seus negócios se tornem obsoletos dentro dos próximos 3 a 5 anos. Mais: 78% das deles enxergam as startups digitais como ameaça para sua organização. Um outro dado fundamental nesse contexto, é o de que mesmo empresas sólidas como eram Blockbuster, Nokia, Kodak, HP, Blackberry, Toys’R’Us perderam sua relevância. Olhando para as últimas décadas, em 1965 o tempo médio de vida das empresas na lista S&P 500 era de 33 anos. Em 1990, já havia caído para 20 anos. E agora, prevê-se encolher para 14 anos até 2026. Mais: cerca de 50% da atual lista da S&P 500 será substituído nos próximos 10 anos.

A adaptação na transformação digital pressupõe um novo estilo de liderança

O que uma empresa precisa fazer para sobreviver nesse novo cenário é querer se adaptar. E essa adaptação pressupõe da liderança o que nós aqui da Fundação Dom Cabral chamamos de liderança organizacional adaptativa. Esse modelo não é mais do líder tradicional, focado na ideia de comando de controle. Não; todo o perfil da liderança vai permitir que esses líderes criem espaço de liderança na própria organização, que ajudem as pessoas a se conectarem, a olharem para dentro, mas também para fora, e a terem uma maior facilidade para inovar, para errar e para se estruturarem de uma forma suficientemente ágil a essas transformações que estão em curso.

Tão importante quanto olhar além da sua própria estratégia organizacional, é decisivo criar efetivamente uma cultura digital interna orientada para a transformação, independente do porte da companhia. Essa cultura pressupõe explorar novas fronteiras, quebrar paradigmas, ter a capacidade de errar e aprender, e olhar para o mundo atual de uma forma completamente diferente. E se disromper à partir de seu interior. Afina, é a fala de John Chambers, presidente executivo da Cisco, em março de 2016: “Como líderes, se você não se transforma… se você não se reinventar, mudar sua estrutura organizacional; se você não fala sobre velocidade de inovação – você vai ser disrompidi. E será uma brutal desordem onde a maioria das empresas não existirá de forma significativa caminho de 10 a 15 anos a partir de agora.”. Por isso. Se prepare. Defina uma estratégia. E, sobretudo, não perca tempo.​

Artigo originalmente publicado no blog da Fundação Dom Cabral.

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