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Gestão de empresa familiar: 7 estratégias para fazer uma gestão eficiente do seu negócio

A gestão de empresa familiar pode ser um pouco diferente de outros modelos de negócios, principalmente pelo fato dos relacionamentos pessoais e profissionais estarem em um mesmo ambiente.

Quando os sócios compartilham esses laços, os conflitos de interesse podem ultrapassar as portas da empresa e chegar até o jantar de domingo, por exemplo.

Por esse motivo, apenas 30% das empresas familiares sobrevivem até a segunda geração, de acordo com dados do IBGE, 15% chegam até a terceira geração e somente 4% chegam até a quarta.

Se você quer saber como adotar medidas para fazer uma gestão eficiente da sua empresa familiar e evitar com que o negócio resista à sucessão familiar, veja a seguir 7 estratégias eficientes. Confira!

#1: Evite conflitos, deixando todas as regras bem claras

Em uma empresa familiar, qualquer desentendimento, por menor que seja, pode se transformar em divergências ou crises que podem afetar todo o funcionamento e sucesso do negócio.

Por estarem em família, os conflitos dentro da empresa podem ultrapassar os portões da organização e se estender às conversas antes de dormir, momentos em família ou mesmo naquele almoço de domingo.

Portanto, o melhor a se fazer é sempre deixar todas as regras claras desde o começo do negócio.

Sendo assim, é importante definir como será a divisão dos lucros, quem é o sócio majoritário, como acontece o processo de tomada de decisão e assim por diante.

Quanto mais claras essas regras forem, menores são os riscos de ocorrerem conflitos e de afetar o bom funcionamento da empresa.

Além disso, definindo todos os pontos mais importantes e deixando tudo às claras, será impossível que algum dos sócios alegue falta de conhecimento de regras ou tomadas de decisão em que ele não concorda.

#2: Faça um bom planejamento para a empresa familiar

Assim como em qualquer outra empresa, um negócio familiar também exige o desenvolvimento de um bom planejamento.

Com este planejamento, é possível definir como a empresa irá se posicionar no mercado, como acontecerão os investimentos, quais os principais objetivos da organização e assim por diante.

Desta forma, é possível alinhar as expectativas entre todos os sócios e envolvidos nas tomadas de decisão da organização. Além disso, um bom planejamento proporciona o aumento das chances de sucesso da empresa como um todo, pois ela passa a ter um caminho claro e bem definido, por onde irá seguir para alcançar os seus resultados.

A falta de um planejamento, por outro lado, estimula que ações sejam tomadas de forma impulsiva, sem regras claras e baseadas em emoção. O resultado disso você já deve imaginar: a organização fica fadada à falência.

Portanto, um bom planejamento permite que todas as ações sejam tomadas de maneira preparada, com base em dados e com foco no crescimento da empresa, evitando que cada um faça o que bem entende e atue contra os princípios básicos da organização.

#3: Tenha um bom controle financeiro

Sendo empresa de gestão familiar ou não, ter um bom controle financeiro é uma peça fundamental para o sucesso da administração do negócio.

No entanto, no caso das empresas familiares, o cuidado precisa ser redobrado, afinal dentro deste tipo de ambiente, uma desconfiança pode ser crucial para gerar crises institucionais e também no relacionamento entre a família.

Portanto, o controle financeiro adequado garante que não hajam dúvidas sobre os resultados e sobre quanto cada sócio lucra, evitando conflitos internos.

Além disso, esse controle também garante que as finanças empresariais e pessoais não se misturem. 

Desta forma, um controle financeiro adequado reconhece o valor recebido, destina o necessário para o pagamento de despesas, como salários, tributos e outras contas e, somente depois, faz as retiradas, na proporção concordada, para cada sócio.

Caso ainda hajam dúvidas sobre como fazer isso, existem sistemas adequados que podem auxiliar nessa função.

#4: Evite a autorização de privilégios desnecessários

Em uma empresa de gestão familiar, é bastante comum haver a concessão de privilégios, afinal há muitos relacionamentos afetivos, como entre pais e filhos, marido e esposa, tios e sobrinhos e assim por diante.

Por conta disso, podem haver diferenciações na forma de tratamento, desculpa de comportamentos que vão contra os princípios da organização ou uso do espaço para atividades pessoais.

Todas essas concessões podem trazer sérios prejuízos para a empresa, pois, além de serem exemplos errados para os outros colaboradores, podem afetar os resultados e a produtividade.

Em situações deste tipo, o correto é advertir o funcionário, assim como seria feito com qualquer outro. Da mesma forma, também é possível parabenizá-lo, em caso de bons resultados ou ações.

#5: Garanta que os cargos sejam ocupados pelos profissionais certos

Garantir que os cargos sejam ocupados pelos profissionais corretos é um dos principais desafios de toda empresa.

Se uma pessoa despreparada ocupa um cargo de liderança, por exemplo, os riscos de que os resultados sejam afetados são imensos e podem afetar toda a empresa.

Afinal, basta uma decisão errada para colocar anos de planejamento a perder.

Quando pensamos em uma empresa de gestão familiar, não é raro encontrar empresário que destinam cargos aos filhos ou sobrinhos, sem exigir formações adequadas ou conhecimentos básicos necessários.

Essa atividade não é errada ou incomum, mas é aconselhável que todo cargo exija uma análise de competências e exigências básicas, antes de sair contratando qualquer pessoa.

Se for o caso, é possível estimular o familiar se qualifique antes de assumir o cargo, para que seja assegurado que ele esteja apto para desenvolver as funções necessárias.

#6: Deixe os relacionamentos afetivos fora da empresa

Apesar de existirem muitos relacionamentos afetivos dentro de uma empresa de gestão familiar, é muito importante deixar todas essas relações do lado de fora da organização e impedir que elas se sobreponham às tomadas de decisão no negócio.

Portanto, é importante entender que o relacionamento pessoal e o profissional não se misturam. Em alguns casos, até mesmo os títulos de tratamento pessoal, como pai, mãe ou tio, devem ser deixados do lado de fora da empresa para garantir essa separação.

Lembre-se: não se trata de ser frio, mas sim de manter uma ordem no ambiente profissional, evitando que assuntos pessoais interfiram nas decisões da empresa.

Além disso, também é importante entender que os negócios não definem o relacionamento da família, logo tudo o que acontece dentro da empresa deve permanecer lá, colaborando para o funcionamento independente da empresa e da família.

#7: Tenha um bom programa de sucessão

Geralmente, toda empresa familiar é passada de geração em geração. Mas, para isso, é importante ter um bom programa de sucessão, para que não haja desconfiança do mercado, garantindo a confiança dos clientes e a qualidade da atuação da empresa.

Caso você esteja pensando em realizar a sucessão do comando da organização, é preciso que o futuro sucessor esteja interessado e a sua entrada seja aprovada por todos os envolvidos.

Depois disso, é importante que ele prove a sua capacidade técnica e seja treinado adequadamente antes de assumir o cargo na empresa.

Não é raro encontrar empresas que sofrem queda após serem assumidas pelos filhos dos donos. Mas, acredite, isso certamente não tem nada a ver com a idade deles.

Muitas vezes a falha acontece pela falta de preparo ou interesse dos sucessores, que se veem obrigados a assumir uma empresa, sem nunca terem feito isso e sem terem vontade de fazê-lo dali em diante.

O resultado disso fica muito claro. A empresa nunca mais é a mesma.

Portanto, um bom programa de sucessão ajuda a evitar essas falhas que podem afetar toda a estrutura da organização.

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