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Segundo encontro do Centro de Referência em Inovação do Ceará aborda Inovação Colaborativa e Inteligência Competitiva

A Fundação Dom Cabral (FDC) realizou, por meio de sua associada Barros Soluções em Gestão, o segundo encontro do Centro de Referência em Inovação do Ceará (CRI – CE). O evento aconteceu no dia 20 de junho e reuniu as empresas participantes para um bate-papo sobre Inovação Colaborativa e Inteligência Competitiva.

Inovação Colaborativa

A Inovação Colaborativa, ou Inovação aberta (do inglês Open Innovation), é um dos grandes desafios das empresas brasileiras. Como o próprio nome já diz, seu propósito é fazer uma inovação cocriada, aproveitando-se de recursos internos e externos às organizações.

A professora Ana Burcharth, do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC, foi convidada para falar sobre esse tema. Ela explica que precisamos colaborar para desenvolver inovações de sucesso, combinando o conhecimento de parceiros externos com competências internas. Essa medida é crucial para o processo de inovação. “Acredito que isso vai se tornar ainda mais importante no futuro digital, com cada vez mais plataformas e mais formas de distribuir o processo de inovação”, explica.

Em uma pesquisa da Accenture, realizada em 2015, 88% dos executivos brasileiros entrevistados afirmaram acreditar que a inovação está se tornando mais colaborativa em âmbito global. No entanto, 70% ainda têm intenção de inovar apenas de forma interna, sem a externalização de recursos. Ana conta que esse mindset é consequência da falta de confiança do brasileiro diante do cenário político-econômico atual.

Ana também enfatizou a importância de iniciativas como a do CRI – CE e afirmou ser uma entusiasta dessas comunidades e do valor elas agregam às organizações. “As empresas se tornam mais inovadoras e competitivas (…) e a gente cria um ecossistema mais interativo e mais maduro. Isso é fundamental para o desenvolvimento do nosso país”, conclui.

5 benefícios da Inovação Colaborativa

  • Reduz o custo de desenvolvimento tecnológico ou a entrada no mercado
  • Reduz o risco de desenvolvimento ou a entrada no mercado
  • Reduzo tempo necessário para desenvolver e comercializar novos produtos
  • Dá acesso a novos tipos de competências
  • Facilita a descoberta de oportunidades radicalmente novas

Inteligência Competitiva

Para falar sobre o tema Inteligência Competitiva (IC), o evento contou com a presença de Paulo Franklin, consultor sênior da ICF International. Ele explicou que Inteligência Competitiva é um programa sistemático e ético de coleta e análise de informações sobre concorrentes e tendências gerais dos negócios. “Essas informações são utilizadas para dar suporte ao processo de tomada de decisão de forma que a empresa atinja seus objetivos”, conta.

A State of Art, entidade americana que congrega os profissionais de inteligência competitiva, realizou uma pesquisa para saber em quais áreas ela pode ser utilizada dentro de uma organização. As mais citadas foram: decisões corporativas, decisões de entrada em novos mercados, aquisições, desenvolvimento de produtos, questões regulatórias, pesquisa e desenvolvimento e vendas.

Paulo explica ainda a principal diferença entre a pesquisa de mercado e a inteligência competitiva é que, enquanto a pesquisa trata de dados póstumos e específicos, a inteligência fala do futuro e não é tão precisa.

4 objetivos da Inteligência Competitiva

  • Agir rápido face às mudanças no ambiente competitivo
  • Evitar surpresas e aproveitar oportunidades
  • Propor ou redirecionar ações táticas e estratégicas
  • Melhorar a qualidade do processo decisório

Após as palestras, os participantes puderam compartilhar experiências de colaboração em inovação no Ceará e debater os temas propostos.

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