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como transformar a sua empresa em um bom lugar para trabalhar

Dicas para transformar a empresa em um bom lugar para trabalhar

Não se trata apenas do salário e vale alimentação. Trabalhar significa passar horas da sua semana em uma empresa, com o compromisso de realizar um trabalho de forma criativa, focada e com resultados.

E, além disso, também significa estar satisfeito com o ambiente em que se está, se sentir valorizado como profissional e instigado a driblar desafios.

É neste contexto que chegamos a um questionamento: o que fazer para tornar esse trabalho, um ambiente onde as pessoas realmente querem estar?

Continue lendo e confira dicas primordiais para que a sua empresa torne-se um lugar agradável para se trabalhar.

O que define um bom para trabalhar em tempos de pandemia?

Um excelente lugar para trabalhar pode ser resumido em apenas uma palavra: pessoas.

Ainda que uma organização possua excelentes ambientes, salários ou mesmo um plano de carreira consolidado, se ela não olha para as pessoas e as coloca no centro das decisões, então ela não possui nada.

Em momentos de crise, como este em que vivemos, as empresas que se destacam são aquelas que, de fato, acreditam no que fazem e estão cuidando das pessoas.

Veja três características principais das melhores empresas para se trabalhar:

  • Possuem um ambiente de confiança. É aquele lugar onde todos se sentem bem, à vontade e estimulados. Onde há transparência, abertura no diálogo, respeito, proximidade entre as pessoas e entre o líder e a equipe;
  • Estimulam o propósito da organização. É o propósito que une e liga as pessoas, faz com que elas se sintam parte do mesmo time, integradas, unidas e que possuem um significado maior pelo que lutar;
  • Possuem espírito de colaboração e trabalho em equipe. Isso vale para dentro das equipes, bem como entre setores e, também, para fora da organização, por meio da solidariedade, o apoio à outra pessoas e outras empresas.

Essas três características formam um excelente lugar para trabalhar, mas, indo além, também é preciso solidificar a cultura da organização, principalmente em tempos de isolamento social, quando os colaboradores estão distantes uns dos outros ou têm que se adaptar à uma nova rotina, com cuidados e atenção redobrada.

Solidificando a cultura da organização durante a pandemia

Solidificar a cultura de uma empresa durante uma crise, isolamento social e mudanças tão bruscas e repentinas, com certeza, é um desafio ainda maior do que o fazê-lo presencialmente, quando as pessoas estão próximas o tempo inteiro.

É claro que, se tratando de ambientes complexos e tóxicos, a cultura da organização não conseguirá se solidificar ainda que não exista uma crise global.

Porém, se pensarmos bem, a cultura do home office já existe há muito tempo, afinal há anos já existem equipes que trabalham de maneira remota.

Como as empresas de tecnologia, por exemplo, que costumam trabalhar com pessoas do mundo inteiro que, muitas vezes, nunca se veem presencialmente.

Ou seja, os líderes de empresas multinacionais, empresas descentralizadas ou do ramo do varejo, já tinham esse desafio antes da pandemia. Nós apenas não percebemos que isso já era tão presente.

O problema é que essa modalidade foi ampliada muito rapidamente, reforçada sem tempo para adaptação e com um adicional impeditivo da pandemia em si.

Porém, o desafio de desenvolver a cultura com pessoas remotas já existia e isso não é um impeditivo para que a cultura da organização se espalhe, afinal existem culturas muito fortes que passam por gerações e ainda permanecem.

Diante disso, o papel do CEO é fundamental, é claro, mas o líder de primeiro nível é ainda mais importante para a construção e manutenção da cultura da organização.

Se este reproduzir as mensagens gerais e corporativas, com certeza ela se solidificará. No entanto, se ele trabalha em um sentido contrário, ele se tornará um obstáculo fortíssimo para a difusão dela.

Em outras palavras: é o líder de primeiro nível que contribuirá para a perenidade ou para a destruição da cultura de uma empresa.

Quais serão os impactos e mudanças nas organizações ou na construção de equipes?

Existem duas situações que serão aprofundadas, devido às mudanças que ocorrerão no mundo. Veja quais:

  • Mudança no papel da liderança em todos os níveis, pois, a partir de agora, ela estará ainda mais próxima das pessoas o tempo todo. Seja fisicamente ou não;
  • Aumento da flexibilidade das organizações. Aquelas empresas que já tinham um modelo flexível antes da pandemia, agora sofrerão menos, mas empresas tradicionais terão mais dificuldade.

As pessoas perceberam que é possível trabalhar de outra forma, portanto exigirão às organizações que tenham modelos mais flexíveis para se trabalhar.

Afinal, não dá mais pra ficar controlando o horário de início e de término dos colaboradores, se estão online o tempo inteiro ou quanto tempo demoraram em cada atividade.

Diante disso, é mais do que necessário ter um ambiente de confiança.

E a melhor maneira de construir isso é estar próximo aos colaboradores e perguntar o que eles acharam desse novo momento, o que melhorou, o que piorou e o porquê. Isso ajudará a entender o contexto de cada colaborador, bem como as suas facilidades e dificuldades, além de contribuir para uma melhora da produtividade e qualidade de vida de todos.

Gostou deste artigo? Continue lendo sobre o assunto e confira também como a gestão de equipes atua para manter a motivação e organização em tempos de instabilidade. Boa leitura!

Fonte: Entrevista com Ruy Shiozawa, CEO do Great Place to Work, no podcast Diálogos FDC da Fundação Dom Cabral

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