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I Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2018

Blockchain e mídias sociais são discutidos no I Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2018

A Fundação Dom Cabral realizou, por meio de sua associada Barros Soluções em Gestão, o I Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2018. O evento aconteceu nos dias 2 e 3 de abril em Fortaleza – CE e no dia 4 de abril em Natal – RN. Durante o encontro, foram discutidos dois temas relevantes e atuais: “Blockchain e criptoeconomia” e “O impacto das mídias sociais na eleição presidencial”.

Blockchain e criptoeconomia

Com um enorme potencial transformador para gerar inovação sem precedentes no mundo financeiro e causar uma disrupção exponencial, a ideia principal do Blockchain é sobrepor instituições políticas e econômicas por um novo tipo de instituição tecnológica. Embora o futuro dessa tecnologia seja incerto, não há dúvidas de que é preciso, desde agora, se preparar para as mudanças que já estão a caminho.

Para falar sobre o assunto aos executivos e gestores participantes do Programa Parceiros para a Excelência – PAEX, o evento contou com a presença de Thiago Costa, co-fundador e CTO do Hashdex, um fundo de investimentos que cria índices de criptomoedas.

Segundo Thiago, o Blockchain é a tecnologia por trás das criptomoedas e surgiu em 2008, com a publicação de um paper intitulado “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”, fundamentando Blockchain e bitcoin. O documento foi criado por Satoshi Nakamoto, pseudônimo da pessoa ou do grupo que criou o bitcoin, a primeira e mais popular moeda digital. “A ideia era construir um sistema financeiro totalmente descentralizado, que ninguém consiga desligar. E o bitcoin tem funcionalidades básicas de uma moeda: ele consegue gerar valor, transferir esse valor e garantir uma unidade de conta”, diz o palestrante.

Confira alguns números e curiosidades sobre o bitcoin:

– Hoje já existem mais de 1.000 criptomoedas no mercado. O bitcoin é apenas a mais famosa;

– A mineração dessa moeda gasta energia equivalente ao que o Marrocos consome;

– Um bitcoin custa cerca de 10 mil dólares;

– O Japão é o maior mercado de bitcoin no mundo. Mais de 5.000 empresas já aceitam a moeda como forma de pagamento;

– Nos Estados Unidos, há registro de pessoas condenadas por lavagem de dinheiro com bitcoin;

– Seu uso é ilegal em países como Bolívia, Equador, Arábia Saudita, Bangladesh. Na China, pessoas jurídicas não podem utilizar.

“No momento, no Brasil, existem muitas incertezas jurídicas quanto ao bitcoin, porque é uma moeda que ninguém tem controle”, conta Thiago. Atualmente, sua utilização ainda está concentrada entre os curiosos, que pesquisam sobre o assunto e estão dispostas a correr o risco desse investimento. Ainda assim, já são mais de 1.4 milhão de investidores no país. Por ora, a moeda é declarada como outros bens e direitos e tributada como ganho de capital.

Mídias sociais e eleições

Para o segundo momento da programação, o evento contou com o economista, cientista político e fundador da plataforma Atlas Político, Andrei Roman, que ministrou a palestra “O impacto das mídias sociais na eleição presidencial”.

O Atlas Político é uma ferramenta que, por meio de pesquisas de opinião, monitoramento de redes sociais e análise de dados públicos, compila a trajetória política de cerca de 500 mil políticos brasileiros. Os dados, atualizados diariamente, contemplam desde mudanças de partido, defesa de ideias e posicionamentos políticos dos candidatos até a origem da verba utilizada nas campanhas, envolvimento em processos judiciais, notícias relacionadas etc.

A plataforma surgiu após os protestos de junho de 2013, quando Andrei percebeu o movimento brasileiro para gerar mudança e reforma política. “A ideia que a gente teve foi a de que é preciso melhorar a qualidade de representação política no Brasil, ajudando os eleitores a fazerem melhores escolhas em termos dos candidatos que eles apoiam em época de eleição”, conta.

Por meio da metodologia utilizada, é possível ainda antever as tendências políticas. “Percebemos, a partir da nossa análise, que eventos têm um grande impacto nesse tipo de avaliação das pessoas, que de fato há bastante volatilidade nas opiniões políticas e que isso pode impactar o cenário eleitoral desse ano de forma interessante”, diz Andrei. Ele conta, por exemplo, que devido a eventos recentes, houve uma grande queda no percentual de pessoas a favor da intervenção militar no Rio de Janeiro e também no apoio à expansão do direito de porte de armas no Brasil.

Hoje, o Atlas Político conta com cerca de 30 mil usuários no site e desenvolve também ferramentas de inteligência para o mercado financeiro e para empresas que tentam entender e avaliar melhor o cenário político.

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