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Sobreviver e liderar na transformação digital

Sobreviver e liderar na transformação digital

Sobreviver e liderar na transformação digital
Por Paulo Almeida – professor da FDC
O processo de transformação digital e de disrupção nas empresas está muito acelerado. Paradoxalmente, essa disrupção é silenciosa. E essa disrupção silenciosa acaba afetando as empresas. Quando elas se dão conta que o seu negócio se tornou obsoleto, muitas vezes, já é tarde. Então, e como a transformação no exterior da empresa é hoje consideravelmente acelerada, a consequência é a mortalidade.

A mortalidade das empresas vai se acelerar: isso é uma evidência

Se olharmos para estudos recentes, como o “Digital Business Research Index” realizado pela Dell Technologies, quase metade (45%) das companhias pesquisadas temem que seus negócios se tornem obsoletos dentro dos próximos 3 a 5 anos. Mais: 78% das deles enxergam as startups digitais como ameaça para sua organização. Um outro dado fundamental nesse contexto, é o de que mesmo empresas sólidas como eram Blockbuster, Nokia, Kodak, HP, Blackberry, Toys’R’Us perderam sua relevância. Olhando para as últimas décadas, em 1965 o tempo médio de vida das empresas na lista S&P 500 era de 33 anos. Em 1990, já havia caído para 20 anos. E agora, prevê-se encolher para 14 anos até 2026. Mais: cerca de 50% da atual lista da S&P 500 será substituído nos próximos 10 anos.

A adaptação na transformação digital pressupõe um novo estilo de liderança

O que uma empresa precisa fazer para sobreviver nesse novo cenário é querer se adaptar. E essa adaptação pressupõe da liderança o que nós aqui da Fundação Dom Cabral chamamos de liderança organizacional adaptativa. Esse modelo não é mais do líder tradicional, focado na ideia de comando de controle. Não; todo o perfil da liderança vai permitir que esses líderes criem espaço de liderança na própria organização, que ajudem as pessoas a se conectarem, a olharem para dentro, mas também para fora, e a terem uma maior facilidade para inovar, para errar e para se estruturarem de uma forma suficientemente ágil a essas transformações que estão em curso.

Tão importante quanto olhar além da sua própria estratégia organizacional, é decisivo criar efetivamente uma cultura digital interna orientada para a transformação, independente do porte da companhia. Essa cultura pressupõe explorar novas fronteiras, quebrar paradigmas, ter a capacidade de errar e aprender, e olhar para o mundo atual de uma forma completamente diferente. E se disromper à partir de seu interior. Afina, é a fala de John Chambers, presidente executivo da Cisco, em março de 2016: “Como líderes, se você não se transforma… se você não se reinventar, mudar sua estrutura organizacional; se você não fala sobre velocidade de inovação – você vai ser disrompidi. E será uma brutal desordem onde a maioria das empresas não existirá de forma significativa caminho de 10 a 15 anos a partir de agora.”. Por isso. Se prepare. Defina uma estratégia. E, sobretudo, não perca tempo.​

Artigo originalmente publicado no blog da Fundação Dom Cabral.

Inovação: o que é, como fazer e como se comportam as empresas inovadoras

gestão da inovação

O tema inovação tem sido bastante abordado nos últimos tempos na maioria das empresas, independentemente do seu porte, se é pública ou privada.

Se há 20 anos, a produtividade era uma condição para a competitividade, hoje é a inovação que representa isso, bem como promove a sustentabilidade nos negócios de uma empresa.

Se formos definir esse o conceito de inovação, podemos encontrar diversas explicações. A ABGI, por exemplo, considera a inovação como a exploração de novas ideias com sucesso. E sucesso significa:

  • aumento do faturamento;
  • acesso à novos mercados;
  • aumento das margens de lucro da organização;
  • entre outros benefícios.

Em teoria, o termo inovação é fácil de entender, no entanto para aplicar esse conceito à realidade das empresas, pode ser bem mais complexo do que isso.

Portanto, criamos esse artigo para facilitar essa compreensão e ajudar você a aplicar a gestão da inovação na sua empresa. Continue lendo!

Por que a inovação é importante para as empresas?

Inovar na sua empresa é essencial para se manter sempre um passo à frente da concorrência. Além disso, empresas que têm uma cultura voltada para a gestão da inovação, demonstram uma capacidade maior para identificar tendências de mercado e tem agilidade para atender às demandas dessas tendências ou criar novas.

Empresas que têm uma postura mais conservadora talvez pensem que não precisam de nada disso, afinal sempre estiveram naquele segmento, fazendo o que fazem e nada deu errado. Tudo bem, certo?

Errado! Esse é um grande erro, afinal não há nada que garanta que o seu segmento permanecerá do mesmo jeito para sempre.

Quer um exemplo? Quem imaginaria que o mercado da Kodak seria tomado por smartphones e fotos instantâneas? Acredite, eles poderiam ter imaginado isso, mas preferiram se manter no conservadorismo.

Enquanto isso, outro empreendedor, com um mindset totalmente diferente, pode pensar em uma nova solução e dominar o mercado da empresa tradicional.

Isso já aconteceu várias vezes. Basta pensar em empresas disruptivas e inovadoras, como iFood, Uber ou Nubank.

Pense um pouco: Será que o seu segmento está realmente seguro?

6 principais características das empresas inovadoras

Mas, o que é preciso para se tornar uma empresa inovadora? Será que é possível aprender sobre inovação? É possível “implantar” a inovação em uma empresa antiga e tradicional? Nós sabemos, essas são questões que, muitas vezes, atormentam os empresários.

Então, sim! A inovação pode acontecer na realidade de qualquer empresa, seja ela pequena, média ou de grande porte.

No entanto, antes de começar, é importante entender quais características tornam as empresas inovadoras diferentes das demais. Veja a seguir:

Elas têm uma clara visão de futuro

Empresas inovadoras não apenas produzem produtos disruptivos ou criam demandas e necessidades para o mercado, elas também são campeãs em visão de futuro, diretrizes e métricas.

Ter essa clara visão do futuro, permite que elas possam ter novas ideias e atingir as suas metas com maior engajamento e assertividade.

Lembre-se: não é possível gerenciar o que não dá para medir. Portanto, se você deseja que a sua empresa seja inovadora, então é preciso criar metas e indicadores para auxiliar nas tomadas de decisão.

O organograma não é tão importante assim

Quando se fala em empresas convencionais e conservadoras, pensamos logo naqueles tradicionais organogramas colados na parede.

No entanto, empresas inovadoras não se preocupam com hierarquias e preferem sair da caixa do organograma. Afinal, a inovação surge de boas ideias e não de cargos e salários.

Portanto, os processos devem ser organizados a serviço da dimensão estratégica da empresa e é importante haver ferramentas disponíveis para os colaboradores gerarem ideias e insights brilhantes.

Investir em capacitação é importante

Empresas inovadoras têm o hábito de investir na capacitação dos seus profissionais, possuem programas de reconhecimento de líderes e preocupam-se em reter os colaboradores.

Afinal, perder seus profissionais, significa também perder todo o investimento em conhecimento e capacitação.

É preciso ter processos alinhados e planejados com foco na inovação

Os processos são fundamentais para dar um foco e direcionar as empresas inovadoras.

Com isso, é importante ter processos para observar e analisar o mercado, o que foi lançado pelos concorrentes, novidades dos fornecedores e as necessidade de cada cliente.

Um exemplo é a criação de um processo de propriedade intelectual que fortaleça a confiança dos funcionários para que eles possam contribuir com boas ideias.

O ambiente da empresa contribui para a inovação

Quando falamos do ambiente das empresas inovadoras, nos referimos ao clima. É interessante observar que basta entrar em uma empresa que tem como foco a inovação, para perceber que ela é diferente das demais.

Esse clima é propício à inovação, é provocativo, existem oportunidades para que os profissionais troquem conhecimento e há espaço para que os líderes ouçam os seus subordinados.

Em outras palavras, o ambiente da empresa é o que transforma as ideias em projetos e negócios lucrativos.

A cultura é levada a sério

O conjunto de valores de uma empresa inovadora se consolida em uma nova cultura e se os profissionais não compartilharem desses valores, então a cultura não existe.

Nas empresas inovadoras os profissionais são valorizados porque as ideias e os valores são realmente importantes para a organização.

Como fazer a inovação acontecer na minha empresa?

Algumas empresas possuem áreas inteiras dedicadas somente à gestão da inovação, com laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e diversos pesquisadores.

Mas, certamente, essas empresas precisaram, em primeiro lugar, tomar consciência da importância da inovação no seu cenário, afinal não há como se tornar uma empresa inovadora sem dar a devida importância ao tema.

Em seguida, elas precisaram entender o que é a inovação e a sua dinâmica e, somente a partir disso, elas puderam definir uma estratégia de inovação alinhada aos objetivos da organização, à sua visão de futuro e à cultura da empresa.

O próximo passo seria desenvolver e internalizar ferramentas de gestão do processo de inovação.

Para isso, deve ser levado em consideração o tamanho da empresa, o setor de atuação, a cultura e a estrutura organizacional, os recursos disponíveis, o sistema de agentes no qual ela está inserida, a visão de futuro e suas ambições.

Conseguiu entender como a gestão da inovação é importante para a sua empresa? Continue aprendendo e veja também o artigo “Transformação digital: se oriente com uma bússola.” Boa leitura.

DA ESTRATÉGIA ÁGIL AOS RESULTADOS

da estratégia ágil aos resultados

Por Heitor Coutinho, professor da FDC.​

Entre muitas coisas, o sucesso dos negócios está relacionado com a capacidade de antecipação às mudanças no ambiente externo e à compreensão sobre prováveis disrupções em determinados setores, à competência de explorar oportunidades para a escolha de uma estratégia de resposta apropriada e única a essas mudanças e, finalmente, ao êxito na execução de estratégias. Nas próximas décadas, a capacidade de lidar com esses desafios será o fator determinante para a sobrevivência de muitas organizações. Com um mundo se tornando cada vez mais dinâmico, complexo e incerto, há claras evidências de que os modelos de gestão utilizados até então precisam ser adaptados ou substituídos. Não se pode falar de planejamento de longo prazo perante alta imprevisibilidade, por exemplo. Nem tão pouco de vantagens competitivas sustentáveis sob a ótica do dinamismo. Ou seja, a gestão empresarial está necessitando de um processo considerável de inovação. A não atenção às transformações sobre as quais o mundo dos negócios vem passando pode, inclusive, aumentar ainda mais o índice de insucesso das iniciativas para o desenvolvimento organizacional.

Uma estratégia ágil, adaptativa a volatilidade dos mercados, é um poderoso instrumento para a obtenção de vantagens temporárias em série em ambientes dinâmicos. Do propósito ao direcionamento, as abordagens estratégicas orientadas a agilidade organizacional produzirão diferenciais competitivos e novos modelos de negócio capazes de romper com o paradigma clássico das estratégias prescritivas baseadas em planejamento, possibilitando até a moldagem integral de setores já consolidados.

No entanto, a formulação de uma estratégia campeã não terá sentido se não for possível executá-la a contento. Os altos índices de insucesso na execução por meio de projetos, apurados ao longo de décadas, têm nos alertado sobre uma repetida questão: quais são os fatores que efetivamente conduzem as organizações ao sucesso? Infelizmente a resposta não é direta e simples, devendo abranger mecanismos integrados de liderança e gestão, capacidade para lidar com os maiores desafios, aplicação de métodos adequados a cada situação e ir além do padrão com melhores práticas. A vida real está repleta de condições e dependências. Assim, a carência de repertório para se formar visão sistêmica pode ser nefasta. Por vezes é cabível não usar modelo algum e adotar experimentação e aprendizagem pela própria experiência e pelo erro ou empregar frameworks flexíveis. Em outras situações, o rigor metodológico pode ser crucial.

Os complexos desafios das organizações passam também pela compreensão dos paradoxos, que são proposições que contrariam os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano. Paradoxos se caracterizam pela aceitação de seus contrários. Portanto, lidar com o curto e longo prazo, competir e cooperar, restringir e flexibilizar ao mesmo tempo, são antagonismos do dia a dia organizacional.

Dessa forma, para desenvolver de forma perene qualquer organização é preciso adotar modelos adaptativos, identificar caminhos exclusivos e pertinentes a cada situação, compreender as variáveis que levam ao êxito, adequar-se ao mundo dinâmico e imprevisível e, finalmente, aplicar conhecimento sistêmico e integrado para elevar substancialmente as probabilidades de sucesso pelo alto desempenho, impactos positivos e resultados relevantes e frequentes para todos.

Artigo originalmente publicado no blog da Fundação Dom Cabral.

Escolha sua pós-graduação

escolha sua pós-graduação

Por Osvino Souza Filho* e Andréa Guerra**.

* Professor associado da Fundação Dom Cabral

** Gerente de projetos da Fundação Dom Cabral 

Nos últimos anos, vivenciamos uma enorme expansão da oferta de cursos de nível superior no Brasil, ampliando o acesso da população ao ensino universitário. Consequentemente, o mercado passou a exigir uma nova diferenciação na formação profissional – ou, genericamente, uma pós-graduação – para seus empregados e candidatos. Mas, se você quer investir em sua carreira e no seu destino acadêmico e profissional, o primeiro passo é compreender bem as opções desse universo, que, inclusive, se diferencia nos contextos brasileiro e internacional.
Terminada a graduação, você pode optar, de modo geral, por dois tipos de programas de pós-graduação: os lato sensu, que compreendem os cursos de especialização em diversos temas e áreas específicas, e os stricto sensu – os mestrados e os doutorados. Os programas de especialização são mais focados na aplicabilidade do conhecimento; já o mestrado e o doutorado apresentam uma abordagem e um rigor mais acadêmico.
No mundo dos negócios, fala-se comumente dos programas de Master in Business Administration (MBA) ou Mestrado em Administração de Negócios, conhecidos no mundo inteiro. Trata-se de uma formação geral em gestão de negócios, cujo objetivo, entre outros, é aproximar mais a prática da teoria. No exterior, o MBA é considerado um tipo de mestrado, ou seja, uma pós-graduação stricto sensu, que surgiu da necessidade de os executivos se aprofundarem em temas e conceitos na área da gestão que pudessem ser usados nas organizações em que atuavam.
No entanto, no Brasil, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), o MBA é considerado uma pós-graduação lato sensu, ou seja, um curso de especialização. Porém, é possível encontrar instituições brasileiras que oferecem programas de MBA que atendam ao padrão internacional.
No caso do MBAs, existem variações, destinadas a diferentes perfis e situações dos profissionais. Por exemplo, existe o MBA tradicional e o executivo. O MBA tradicional é um curso que quase sempre exige dedicação exclusiva do aluno (full time), que, posteriormente, é encaminhado ao mercado de trabalho. Geralmente, tem duração de dois anos e é mais voltado para profissionais com pouca experiência.
Por sua vez, o MBA Executivo destina-se a quem já tem uma bagagem profissional ou uma experiência de mercado e quer dar um upgrade na carreira. Geralmente, o programa é estruturado em módulos (part time), de modo que o executivo consiga conciliar o curso com suas atividades profissionais e pessoais. Assim, o público dessa modalidade de MBA está empregado e tem, em média, entre 30 e 40 anos. Em geral, as empresas têm interesse em investir no aprimoramento desses executivos e ajudá-los com os custos dos programas de MBA. Dessa forma, elas podem também aprimorar suas práticas a partir de conceitos em gestão atualizados.
Se você concluiu a graduação, não importando qual foi a sua formação, quer aprimorar suas competências em gestão e já tem uma significativa experiência de mercado, não hesite em buscar uma pós-graduação, pois ela certamente vai impulsionar sua carreira. Uma especialização ou um MBA (padrão internacional), dependendo do seu momento profissional, poderão ser boas opções.
Caso você esteja saindo da graduação e ainda tenha dúvidas, vivencie algumas experiências no mercado. Nesse período, com certeza, você vai amadurecer seus objetivos profissionais e terá mais clareza quanto aos rumos a seguir. 27

O novo papel do líder nas organizações

o novo papel do líder nas organizações

O líder é uma peça importante em toda equipe, pois ele é o responsável por fazer a mediação entre os colaboradores e os objetivos da empresa.

No entanto, o seu papel tem gerado muitas discussões no mundo corporativo, visto que existem muitas percepções acerca do novo papel da liderança nas organizações.

Muito se ouve sobre o desafio de gerir equipes, mantê-las motivadas e elevar o nível de produtividade do time e, por conta disso, criaram-se muitos mitos em torno deste tema, associando essa nova forma de liderar a altos investimentos, bônus de performance, grandiosas estruturas, ambiente descolado, piscina de bolinhas na sala e mais…

Mas será que tudo isso é realmente necessário para compreender, ou adotar, o novo papel da liderança? Continue lendo!

O líder precisa ser inspirador, estrategista e sobre-humano?

A resposta é não. O líder não precisa ser um super herói, ter super poderes e nunca errar. Na verdade, essa é uma linha totalmente contrária ao que se espera do novo papel da liderança nas organizações.

É preciso que ele – o líder – construa um espaço para que cada colaborador possa se automotivar, se autogerenciar e tornar-se autor dos seus próprios resultados.

O líder é como um maestro de um concerto, onde o seu papel está diretamente ligado ao andamento dos processos, de forma a harmonizar o ambiente, colocar as atividades e necessidades dos colaboradores em equilíbrio e auxiliar em dúvidas e metas da organização.

Nesse novo papel, a liderança faz parte de um sistema complexo, pois as relações interpessoais se misturam aos processos de tomada de decisão.

Sergio Piza, diretor da maior produtora de papéis do Brasil, entende essa mistura como a combinação de estratégia, marca, cultura, modelo operacional de gestão, tecnologia, recursos financeiros e pessoas.

Ele também afirma que o líder busca o alinhamento, isto é, uma proposta para que o grupo caminhe junto sobre um mesmo traçado e na mesma direção.

Logo, a principal competência da liderança vem do fator humano: saber ouvir; sem julgar, sem concordar e sem discordar, apenas criando condições para que a conversa tenha um progresso favorável.

Ouvir de verdade faz com que o colaborador se sinta confortável para dizer o que sente, sem medo e com total confiança em seu líder.

Boca fechada e ouvidos atentos: a era da ‘chefia’ já acabou

Encontrar um chefe não é tão difícil quanto imaginamos, afinal bastam apenas 10 minutos de conversa para perceber que são profissionais com tendência a comandar pessoas, impor ordens e serem autoritários.

Além disso, são centralizadores de poder, apontam erros de forma carrasca e têm o hábito de falar muito, mas ouvir muito pouco.

Acontece que trabalhar desta forma proporciona o efeito oposto ao da inovação e crescimento da organização, ocasionando retrocesso ou, simplesmente, uma parada no tempo.

Portanto, manter a boca fechada e os ouvidos atentos, faz com que os colaboradores sintam-se livres para aflorar as suas ideias, principalmente, se o alvo da empresa é a inovação.

E o resultado da inovação pode provocar diversos benefícios, como a redução de custos, o ganho de produtividade, aumento na qualidade dos produtos ou serviços, assimetria competitiva e, frequentemente, monopolização temporária de uma oportunidade de mercado, gerando maior lucro.

O novo papel da liderança vai além e também assume a posição de educador, contribuindo para que cada pessoa assuma a sua autonomia e tenha atitudes conscientes diante do seu trabalho; ou seja, saiba o que faz, porque faz e veja um pouco de si em cada produto ou serviço da organização.

Diante disso, o líder promove o engajamento da equipe, elevando o interesse pelo trabalho, o orgulho pelo que faz, o reconhecimento das competências e a renovação da motivação.

Desta forma, o líder consegue unir vários pontos importantes:

  • incentivar a inovação;
  • alcançar ganhos eficientes;
  • elevar a produtividade do time;
  • e atingir grandes resultados de forma sustentável.

Com isso, é possível sustentar as mais diversas transformações na estrutura e cultura organizacional, em prol do desenvolvimento de uma empresa extraordinária.

Mas, por onde começar?

Autoconhecimento é o ponto de partida. Não dá pra mudar os caminhos da liderança sem investir em autoconhecimento e almejar a identificação do seu propósito de vida. 

É com isto que se oferece ao time um contexto que instigue a motivação, a inovação, o aprendizado constante e o aumento da produtividade.

Mas, apenas o trabalho diário não basta, afinal todos temos uma vida que vai muito além do que somos profissionalmente. Segundo Piza, é importante haver um processo de reflexões pragmáticas para que as suas escolhas de vida e carreira estejam em harmonia com sua essência e, ao mesmo tempo, levem aos melhores resultados para sua realização pessoal.

É importante haver uma sintonia entre os valores profissionais e pessoais, em um nível em que um leve em consideração o outro.

É a partir desta relação com si mesmo que o líder poderá estabelecer relações de confiança e desenvolvimento com os colaboradores, de forma que seja possível aprender, realizar e retribuir.

Essa ressignificação do papel do líder é crucial para os novos tempos, pois constrói um ambiente fundamentado na confiança, permitindo conversas sinceras e poderosas, onde é possível desenvolver soluções inovadoras para problemas complexos.

Portanto, não se trata de uma liderança inspiradora, estrategista e sobre-humana, mas sim, uma liderança que tenha lógica para o crescimento sustentável do negócio e que traga sentido para todos os colaboradores.

Você gostou deste artigo? Deixei nos comentários a sua opinião sobre o novo papel da liderança nas organizações e participe dessa discussão.

Transformação digital: se oriente com uma bússola

transformação digital

Por Paulo Almeida – professor da FDC

Há uma vantagem competitiva das empresas que conseguem completar sua transformação digital. Elas vão conseguir inovar, se adaptar e se preparar para os desafios e minimizar os riscos externos que poderiam fazer delas instituições irrelevantes para o seu mercado. Ou seja, esse modelo aumenta a capacidade de absorção e transformação da estrutura àquilo que são os desafios que se vão colocar permanentemente. Sejam desafios de organização interna, como os processos, ou externa, como a entrada de novos competidores no mercado, que venham a desequilibrar o que era até aí a forma de funcionamento naquele setor do mercado.

Use uma bússola para se orientar nesse processo

Aqui na FDC nós utilizamos um roteiro que chamamos de bússola. Em resumo, um gestor deve estruturar o desafio digital, mobilizar a organização, focar o investimento e sustentar a transformação. Os desafios dessa liderança digital são: influenciar os diferentes setores da empresa para aderir à mudança, incentivar e proteger a cultura digital, mobilizar e engajar as pessoas para novos comportamentos, gerir e sustentar a mudança monitorando o processo, e, por fim, mobilizar e integrar as diferenças de negócio na transformação digital dessa perspectiva, colocando as pessoas a colaborarem para isso.

A adaptação na transformação digital pressupõe um novo estilo de liderança

O perfil de competência de liderança que é desejável nessa revolução 4.0 e nesse processo de transformação digital em curso passa por um perfil de competências que estimulem a criatividade das pessoas, estimulem o pensamento empreendedor, a capacidade de solução dos problemas mais complexos, a capacidade de resolução de conflitos que vão emergir na própria organização e de tomada de decisão. Mas, também, remete à capacidade analítica de lidar com dados complexos e muitas vezes contraditórios, o que requer capacidade de pesquisa e de conexão que as lideranças das organizações, nesse contexto de transformação digital, deverão ter.

E o Brasil?

No Brasil, nos últimos três ou quatro anos, houve empresas que, quando pensavam em transformação digital, contratavam alguém da área de TI para conduzir essa transição, acreditando que a mudança de um membro na organização traria a transformação esperada. Grande parte dessas experiências resultou em insucesso. Uma nova contratação funciona como um catalisador desse processo apenas se a alta liderança estiver comprometida com o sucesso e se a cultura for criada e propagada por multiplicadores internos. E é fundamental que os líderes empresariais entendam isso mesmo, se queremos um Brasil inovador, com empresas competitivas, nesse novo ecossistema em transformação permanente.

Texto original publicado no blog da Fundação Dom Cabral.

Gestão de empresa familiar: 7 estratégias para fazer uma gestão eficiente do seu negócio

A gestão de empresa familiar pode ser um pouco diferente de outros modelos de negócios, principalmente pelo fato dos relacionamentos pessoais e profissionais estarem em um mesmo ambiente.

Quando os sócios compartilham esses laços, os conflitos de interesse podem ultrapassar as portas da empresa e chegar até o jantar de domingo, por exemplo.

Por esse motivo, apenas 30% das empresas familiares sobrevivem até a segunda geração, de acordo com dados do IBGE, 15% chegam até a terceira geração e somente 4% chegam até a quarta.

Se você quer saber como adotar medidas para fazer uma gestão eficiente da sua empresa familiar e evitar com que o negócio resista à sucessão familiar, veja a seguir 7 estratégias eficientes. Confira!

#1: Evite conflitos, deixando todas as regras bem claras

Em uma empresa familiar, qualquer desentendimento, por menor que seja, pode se transformar em divergências ou crises que podem afetar todo o funcionamento e sucesso do negócio.

Por estarem em família, os conflitos dentro da empresa podem ultrapassar os portões da organização e se estender às conversas antes de dormir, momentos em família ou mesmo naquele almoço de domingo.

Portanto, o melhor a se fazer é sempre deixar todas as regras claras desde o começo do negócio.

Sendo assim, é importante definir como será a divisão dos lucros, quem é o sócio majoritário, como acontece o processo de tomada de decisão e assim por diante.

Quanto mais claras essas regras forem, menores são os riscos de ocorrerem conflitos e de afetar o bom funcionamento da empresa.

Além disso, definindo todos os pontos mais importantes e deixando tudo às claras, será impossível que algum dos sócios alegue falta de conhecimento de regras ou tomadas de decisão em que ele não concorda.

#2: Faça um bom planejamento para a empresa familiar

Assim como em qualquer outra empresa, um negócio familiar também exige o desenvolvimento de um bom planejamento.

Com este planejamento, é possível definir como a empresa irá se posicionar no mercado, como acontecerão os investimentos, quais os principais objetivos da organização e assim por diante.

Desta forma, é possível alinhar as expectativas entre todos os sócios e envolvidos nas tomadas de decisão da organização. Além disso, um bom planejamento proporciona o aumento das chances de sucesso da empresa como um todo, pois ela passa a ter um caminho claro e bem definido, por onde irá seguir para alcançar os seus resultados.

A falta de um planejamento, por outro lado, estimula que ações sejam tomadas de forma impulsiva, sem regras claras e baseadas em emoção. O resultado disso você já deve imaginar: a organização fica fadada à falência.

Portanto, um bom planejamento permite que todas as ações sejam tomadas de maneira preparada, com base em dados e com foco no crescimento da empresa, evitando que cada um faça o que bem entende e atue contra os princípios básicos da organização.

#3: Tenha um bom controle financeiro

Sendo empresa de gestão familiar ou não, ter um bom controle financeiro é uma peça fundamental para o sucesso da administração do negócio.

No entanto, no caso das empresas familiares, o cuidado precisa ser redobrado, afinal dentro deste tipo de ambiente, uma desconfiança pode ser crucial para gerar crises institucionais e também no relacionamento entre a família.

Portanto, o controle financeiro adequado garante que não hajam dúvidas sobre os resultados e sobre quanto cada sócio lucra, evitando conflitos internos.

Além disso, esse controle também garante que as finanças empresariais e pessoais não se misturem. 

Desta forma, um controle financeiro adequado reconhece o valor recebido, destina o necessário para o pagamento de despesas, como salários, tributos e outras contas e, somente depois, faz as retiradas, na proporção concordada, para cada sócio.

Caso ainda hajam dúvidas sobre como fazer isso, existem sistemas adequados que podem auxiliar nessa função.

#4: Evite a autorização de privilégios desnecessários

Em uma empresa de gestão familiar, é bastante comum haver a concessão de privilégios, afinal há muitos relacionamentos afetivos, como entre pais e filhos, marido e esposa, tios e sobrinhos e assim por diante.

Por conta disso, podem haver diferenciações na forma de tratamento, desculpa de comportamentos que vão contra os princípios da organização ou uso do espaço para atividades pessoais.

Todas essas concessões podem trazer sérios prejuízos para a empresa, pois, além de serem exemplos errados para os outros colaboradores, podem afetar os resultados e a produtividade.

Em situações deste tipo, o correto é advertir o funcionário, assim como seria feito com qualquer outro. Da mesma forma, também é possível parabenizá-lo, em caso de bons resultados ou ações.

#5: Garanta que os cargos sejam ocupados pelos profissionais certos

Garantir que os cargos sejam ocupados pelos profissionais corretos é um dos principais desafios de toda empresa.

Se uma pessoa despreparada ocupa um cargo de liderança, por exemplo, os riscos de que os resultados sejam afetados são imensos e podem afetar toda a empresa.

Afinal, basta uma decisão errada para colocar anos de planejamento a perder.

Quando pensamos em uma empresa de gestão familiar, não é raro encontrar empresário que destinam cargos aos filhos ou sobrinhos, sem exigir formações adequadas ou conhecimentos básicos necessários.

Essa atividade não é errada ou incomum, mas é aconselhável que todo cargo exija uma análise de competências e exigências básicas, antes de sair contratando qualquer pessoa.

Se for o caso, é possível estimular o familiar se qualifique antes de assumir o cargo, para que seja assegurado que ele esteja apto para desenvolver as funções necessárias.

#6: Deixe os relacionamentos afetivos fora da empresa

Apesar de existirem muitos relacionamentos afetivos dentro de uma empresa de gestão familiar, é muito importante deixar todas essas relações do lado de fora da organização e impedir que elas se sobreponham às tomadas de decisão no negócio.

Portanto, é importante entender que o relacionamento pessoal e o profissional não se misturam. Em alguns casos, até mesmo os títulos de tratamento pessoal, como pai, mãe ou tio, devem ser deixados do lado de fora da empresa para garantir essa separação.

Lembre-se: não se trata de ser frio, mas sim de manter uma ordem no ambiente profissional, evitando que assuntos pessoais interfiram nas decisões da empresa.

Além disso, também é importante entender que os negócios não definem o relacionamento da família, logo tudo o que acontece dentro da empresa deve permanecer lá, colaborando para o funcionamento independente da empresa e da família.

#7: Tenha um bom programa de sucessão

Geralmente, toda empresa familiar é passada de geração em geração. Mas, para isso, é importante ter um bom programa de sucessão, para que não haja desconfiança do mercado, garantindo a confiança dos clientes e a qualidade da atuação da empresa.

Caso você esteja pensando em realizar a sucessão do comando da organização, é preciso que o futuro sucessor esteja interessado e a sua entrada seja aprovada por todos os envolvidos.

Depois disso, é importante que ele prove a sua capacidade técnica e seja treinado adequadamente antes de assumir o cargo na empresa.

Não é raro encontrar empresas que sofrem queda após serem assumidas pelos filhos dos donos. Mas, acredite, isso certamente não tem nada a ver com a idade deles.

Muitas vezes a falha acontece pela falta de preparo ou interesse dos sucessores, que se veem obrigados a assumir uma empresa, sem nunca terem feito isso e sem terem vontade de fazê-lo dali em diante.

O resultado disso fica muito claro. A empresa nunca mais é a mesma.

Portanto, um bom programa de sucessão ajuda a evitar essas falhas que podem afetar toda a estrutura da organização.

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Customer centricity e Jobs to be done no III Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2019

A Fundação Dom Cabral (FDC), em parceria com sua associada Barros Soluções em Gestão, realizou o III Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes PAEX 2019. 

O encontro aconteceu em Natal – RN em 16 de setembro e em Fortaleza nos dias 17 e 18 de setembro e abordou o tema “Customer centricity e Jobs to be done: rumos para inovar”.

O comitê foi liderado por Leonardo Araújo, professor associado à FDC. Ele citou a falta de alinhamento com a estratégia, a centricidade em produto e a ausência de uma boa metodologia como os principais motivos para as empresas não inovarem. “Inovação requer profundo conhecimento do cliente e da dinâmica do mercado”, conta.

Para o professor, entender o consumidor, seus desejos, suas motivações e alinhar os produtos e serviços de uma empresa são os pilares da centricidade no cliente (customer centricity).

Compreender profundamente as necessidades e as expectativas dos clientes leva a um maior entendimento do que a empresa precisa entregar, ou seja, as atividades que devem ser realizadas para gerar valor para o cliente (jobs to be done).

O mindset de centricidade no cliente unido à ferramenta job to be done são ótimos aliados na criação de um ecossistema inovador.

Os participantes puderam refletir e debater sobre como estão lidando com os desafios da inovação dentro de suas empresas e sobre os fatores determinantes para gerar resultados. Após esse momento, o professor compartilhou uma escala que mensura o grau de customer centricity nas organizações e todos puderam aplicar a ferramenta aos seus negócios.

O Comitê de Presidentes e Grupo de Dirigentes faz parte da agenda anual do Programa Parceiros para a Excelência – PAEX.

4 dicas para o seu planejamento estratégico em 2020

Dicas para tirar planejamento estratégico do papel

O planejamento estratégico é de extrema importância para garantir a sustentabilidade e a longevidade de uma empresa. No entanto, a dificuldade em executar esse plano é um dos principais problemas das organizações, independentemente do porte ou do segmento de atuação.

Pensando nisso, separamos 4 dicas para ajudar você a tirar do papel essa etapa primordial do desenvolvimento organizacional. Mas, antes de tudo, que tal entender, de uma vez por todas, o que é o planejamento estratégico e a sua relevância para um negócio?

O que é planejamento estratégico

É um documento que irá nortear toda a empresa no dia a dia corporativo. Ele é um tipo de diagnóstico que ajuda a ter uma visão clara de onde sua empresa está, quais são os principais objetivos do negócio, os possíveis caminhos e as ações que devem ser executadas a seguir para chegar lá.

Pode incluir a missão, a visão e os valores da empresa, cultura e identidade organizacional, metas e objetivos a curto, longo e médio prazo, análise da concorrência e muitas outras informações que sejam consideradas relevantes para sua construção.

O plano pode ser anual, de três a cinco anos, ou até mesmo mensalmente. Tudo vai depender da realidade de cada negócio. Ele também deve ser revisitado periodicamente e não deve ser estático nem inflexível. Ele pode e deve ser alterado e atualizado conforme as mudanças de necessidades, de cenários e de metas da empresa.

A importância do planejamento

Com ele, é possível ter mais facilidade e assertividade nas tomadas de decisão, no direcionamento das atividades dos colaboradores e na execução de ações para alavancar um negócio.

O planejamento também possibilita a antecipação dos riscos de inúmeras decisões e, com o devido acompanhamento, permite medir os resultados da organização. Assim, é possível entender se as ações estão desempenhando conforme o esperado e fazer correções durante a jornada.

Após o planejamento, é chegada a hora de executar. Porém, é justamente aqui que boa parte das empresas se perde. Um estudo da 5a Company, realizado em 2015, levantou que apesar de 96% dos gestores entrevistados afirmarem que o planejamento estratégico é muito importante para o sucesso de um negócio, 61% das empresas não seguem o plano.

Confira nossas dicas para não deixar isso acontecer no seu negócio.

Envolva as pessoas certas

A execução do planejamento estratégico é responsabilidade de toda a empresa.
Isso não significa que todos os colaboradores participarão do momento de delinear esse plano, mas representantes de todos os setores direta ou indiretamente impactados devem ser envolvidos no processo. Conhecer bem as competências e habilidades dos colaboradores ajuda muito no momento de delegar as tarefas.

Não deixe haver gargalos na comunicação

Uma comunicação transparente e sem ruídos é fator essencial para uma execução eficaz e alinhada. Muitas empresas promovem eventos internos para informar aos colaboradores de todos os níveis organizacionais sobre seus planos futuros. Essa é uma ótima prática para deixar cada um ciente do seu papel no projeto, bem como clarear os resultados almejados, e uma ótima maneira de engajar os colaboradores. Ao trabalhar com propósito, cooperando em prol de objetivos em comum, todos ficam mais propensos a se envolver.

Tenha os objetivos do plano em mente ao criar sua rotina de trabalho

Diariamente somos desafiados a apagar incêndios e realizar atividades que não estavam programadas. Isso pode acabar comprometendo a execução de tarefas diretamente ligadas ao planejamento estratégico. Por isso, não deixe que os resultados almejados pela sua empresa caiam no esquecimento. A dedicação diária a pequenas atividades do plano dão a ele mais chances de sucesso.

Revisite periodicamente o planejamento

Faça reuniões com os responsáveis para discutir o progresso das ações. Nesses momentos é importante acompanhar os indicadores, verificar o atingimento das metas e definir ações de melhoria dos resultados. Tenha sempre em mente que não é necessário seguir o plano à risca. O processo deve ser flexível e passível de sofrer alterações, afinal só devem ser realizadas as etapas que ainda fizerem sentido, levando-se em conta os resultados
desejados.

Executar o planejamento estratégico exige disciplina e dedicação, mas está longe de ser uma missão impossível. A etapa de planejar é insubstituível, mas lembre-se de que os resultados só virão se os planos se concretizarem.

Colaboração entre startups e empresas estabelecidas é tema de encontro do Centro de Referência em Inovação do Ceará

CRI-CE - Invoção aberta e colaboração entre startups e empresas estabelecidas

A Fundação Dom Cabral (FDC), por meio de sua associada Barros Soluções em Gestão, realizou, no dia 28 de agosto, mais um encontro do Centro de Referência em Inovação do Ceará (CRI-CE). O tema escolhido para guiar as discussões foi “Unicórnios encontram Dragões: efetiva colaboração entre startups e empresas estabelecidas”.

Colaboração entre empresas

Ana Burcharth, professora da FDC e coordenadora do CRI Minas, foi convidada para abordar o assunto. “Se bem gerida, a cooperação entre grandes empresas e startups é uma estratégia de inovação aberta com alto potencial”, conta Ana.

Ela também citou os principais motivos que levam as empresas a aderirem a esse tipo de estratégia. Os objetivos mais comuns são o rejuvenescimento da cultura corporativa e a fomentação de um mindset empreendedor, a identificação de talentos, parceiros e fornecedores, a resolução de problemas de forma ágil e o desenvolvimento de novos produtos e negócios.

Como exemplos de forma de colaboração, a professora citou hackathons, espaços de coworking, aceleradoras ou incubadoras corporativas, parcerias para o desenvolvimento compartilhado de tecnologias, produtos ou serviços, investimento e aquisição de startups.

Após a contextualização, todos os participantes puderam ouvir as experiências de colaboração dos convidados. Para o momento de compartilhar as boas práticas, o encontro contou com a presença de Claudia Villa Diniz (Mining Hub), Lina Moreira (Hubine do Banco do Nordeste) e Igor Juaçaba (Elephant Coworking).

 

CRI-CE

O CRI-CE é uma iniciativa da FDC e de sua associada Barros Soluções em Gestão, que tem como objetivo a criação de uma comunidade interessada em trocar conhecimentos e experiências de inovação. “Nosso objetivo é criar uma comunidade prática e compartilhar como inovar. A ideia é ajudar o Ceará a se tornar um estado mais inovador”, conta Carlos Arruda, coordenador do projeto e gerente do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC.